Com vais f#%&$ daqui a 15 anos?

Imagina este cenário futurista: chegas a casa, depois de uma noite longa no escritório. Apetece-te sexo, mas o teu namorado está fora da cidade, viajou. Em 2015, provavelmente ligavas o Skype para se poderem ver e divertirem-se juntos. Mas nesta noite, no futuro próximo, podem realmente tocar-se – com a ajuda da tecnologia. Ele pode estar no outro lado do planeta, mas pode sentir o teu toque.

E se não tiveres um namorado? Não há problema. Com esta tecnologia, podes ter sexo com um/a parceiro/a virtual na internet e senti-lo/a como se fosse real. Ou podes ter uma relação muito satisfatória com o teu próprio robot sexual, debaixo dos teus lençóis.

Em 2016 já havia bonecos sexuais masculinos. E bonecas do sexo feminino já não são novidade há muito anos. Cada vez mais perfeitas, mais aproximadas da realidade. E até já temos sex bots (robots criados exclusivamente para dar prazer sexual aos seus donos).

Lá chegaremos, 2, 5 ou 10 anos passam num instante. E se, quando chegar a altura de experimentares algumas destas inovações te faltar algum ânimo, podes sempre recorrer a afrodisíacos ou a estimulantes masculinos 😉

Apresentamos-te 5 ideias marotas que vão mudar a forma como teremos sexo no futuro:

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1. TELEDILDONICOS E A SENSAÇÃO VIRTUAL DE TOQUE

A tecnologia háptica – ou comunicação háptica ou cinestética – é a resposta táctil, algo que recria a sensação de toque.  Háptico significa “relativo ao tacto”, “sinónimo de táctil”, e é proveniente do grego haptikós,ê,ón “próprio para tocar, sensível ao tacto”. É o equivalente tátil da óptica (para o visual) e da acústica (para o auditivo).

Um objecto, por exemplo uma t-shirt é equipada com sensores que tornam possível ao utilizador sentir fisicamente, mesmo sendo o toque transmitido virtualmente. Esta tecnologia tem sido usada em medicina, pois permite aos cirugiões realizar operações de forma remota. Também tem sido usada em treinos militares e exploração espacial. E – claro – na indústria do sexo, área em que os teledildónicos têm avançado em popularidade.

Produtos como a Hug Shirt, que permite sentir um abraço a longa distância, ou o Kiss Transmitter, mostram que a tecnologia sensorial está bem encaminhada nas nossas vidas sexuais, apesar de ser a um nível que deixa um sorriso estranho nos rostos da maioria das pessoas. Na vanguarda desta tecnologia, temos os brinquedos sexuais que podem ser comandados por ou via um computador ou um smartphone. São conhecidos como os ciberdildónicos ou teledildónicos.

Gradualmente, vamos testemunhando estes avanços, patentes em brinquedos que podem ser emparelhados, como o Onyx e o Pearl; ou o Max e o Nora. No prazer solitário, em que alguém comanda o brinquedo do outro, temos o Lush e o Hush. Os primeiros podem ser ligados também a plataformas de sexo virtual, como a BlowCast (mais conhecida como O iTunes dos “blowjobs” ). Os brinquedos da Lovense são muito populares em sites de modelos webcam, pois são interactivos e podem ser controlados também via “recompensas”.

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O sexo à distância já se tornou mainstream: o conhecido fabricante de preservativos Durex lançou recentemente a Fundawear. Esta é a primeira tecnologia que se pode vestir (wearable) permitindo a transferência do toque pessoal – via app de smartphone – para a roupa interior de um parceiro.

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2. GENITAIS E SEXTOYS IMPRESSOS EM 3-D FAÇA-VOCÊ-MESMO

O rápido e mais facilitado acesso – em termos monetários – de impressoras 3-D despoletou um boom na procura de brinquedos sexuais que possam ser encomendados online e fabricados em casa. E viu nascer um grande número de startups e companhias que se estão a espezinhar para responder à procura. Por exemplo, o Colectivo New York Toy Collective, que agora oferecer o “presente mais pessoal e personalizado de sempre”. É uma cópia das suas partes privadas, num avançado modelo 3-D, que é reproduzido em silicone muito semelhante à pele. Será uma prenda para um dos próximos Dia dos Namorados?

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3. REALIDADE VIRTUAL E PORNO INTERACTIVO

O website Red Light Center, uma plataforma de realidade virtual para múltiplos jogadores – como o Second Life e World of Warcraft – de sexo e prostituição virtual tem mais de 2 milhões de utilizadores. Até tem a sua própria moeda, o Rays, que pode ser utilizada em diversos serviços (pornografia interactiva no CamGirl Alley, roupas, calçado e propriedades virtuais. Se não conseguires persuadir outro jogador para ter sexo com o teu avatar, podes sempre comprar uma relação. O website alberga cerca de 100 casamentos virtuais por mês e há tudo o que precisa: organizadores de casamentos, DJs, festas. Os utilizadores recebem centenas de dólares mensais só por fazerem vestidos de casamento virtual e por planearem estes enlaces.

Pode não ser apelativo para ti, mas é um facto que websites como o Red Light Center estão em crescimento. E já há um capacete de realidade virtual ligado a um masturbador em ciberskin: a BKK Cybersex Cup. É a evolução inteligente dos masturbadores masculinos. Combina realidade virtual com tecnologia de detecção de movimento e a visão das suas mulheres de sonho. Tem o primeiro primeiro jogo 3D porno concebido para um smartphone. Nesta app pode customizar a sua namorada 3D em qualquer forma que a sua imaginação dite. Pode escolher o corpo, tom de pele, penteado e experimentar mudas de roupa. Pode escolher as posições sexuais que preferir e ter um encontro de épico sexo virtual com a sua cyber namorada.

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4. DIGITAL LOVERS
Algumas pessoas podem pensar que é um absurdo preferir o mundo virtual ao mundo real. Nem todos são assim, na cidade japonesa de Atami, os homens vão de férias com as suas companheiras virtuais através de um simulador de encontros online – o LovePlus+. Este é um desvio da loucura Tamagotchi, se te lembras ainda dos anos 90!

Em 2014, o filme Her – galardoado com um Oscar – explora o futuro das relações digitais. Acontecendo no futuro, conta a história de uma relação profunda – com sexo incluído – entre um homem e a sua amante virtual, a Samantha (que é o sistema operativo do seu computador). Pode parecer ficção científica, mas se tens um iPhone é bem possível que tenhas sentido um levantar de véu do que pode ser uma relação com uma criatura virtual, como a Siri –  assistente pessoal da Apple.

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5. ROBOT SEX
E depois há sexo com robots, ou sex bots (como são chamados). A boneca insuflável está ultrapassada por robots como a Roxxxy.

A Roxxxy é o primeiro sex robot do mundo, e custa entre 8 e 10 mil euros. A Roxxxy é entregue com uma personalidade pré-programada – a escolher entre a tímida Young Yoko, a experiente Mature Martha, a S&M Susan ou liberal Wild Wendy. Também se pode programar os seus estados de espírito (sensual ou cansada ao longo do dia ou da semana). O cabelo, penteado, tom de pele é personalizável. E tem uma versão masculina: o Rocky (vê abaixo o teste que lhe foi feito).

Bonecos – teste ao primeiro sexdoll masculino

Um futuro onde as pessoas estejam ligadas a uma máquina, vivendo as suas vidas imersas na internet, tendo qualquer desejo físico satisfeito por uma variedade de brinquedos, instrumentos e sex bots… Não parece muito apelativo, pois não? Mas a tecnologia já está cá, e é para esse caminho que aponta. Estamos apenas a ver o princípio…

Foto de destaque: ‘the remains of a memory’ arte digital de Adam Martinakis / animação de George Redhawk

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