Afinal, a protecção através do uso do preservativo existe há mais tempo do que imaginava. Para ser mais preciso, desde 11000 AC, no início da Revolução Neolítica. Quando os povos deixam de ser nómadas e passam a estabilizar-se em pequenas aldeias, domesticando animais e iniciando a agricultura, inventam – entre pontas de lança e cerâmica – inventam o preservativo.

Para além de ser um dos mais seguros métodos de evitar uma gravidez, os preservativos trouxeram outras vantagens e benefícios às nossas vidas. Segundo um estudo do Hospital de Beijing (China), os preservativos potenciam a saúde da vagina e previnem pequenas infecções.

Isso mesmo: os preservativos são favoráveis à saúde reprodutiva da mulher!

E quanto sabemos nós sobre esse artigo também conhecido como camisa-de-vénus? Que benefícios nos trouxe ao longo da história?

Vamos dar uma espreitadela …

11 000 A.C.: Segundo os cientistas, a primeira evidencia de um preservativo data desta altura. São pinturas rupestres em França, nas grutas Grotte des Combarrelles, onde se reconhece uma representação de preservativo.

1000 A.C.:  Alguns historiadores defendem que no Antigo Egipto usavam preservativos feitos de pano, para se protegerem de doenças.

1400 D.C.: Na China e no Japão usavam uma cobertura de glande (uma espécie de carapuço de pénis), feita de intestino de carneiro (tripa) ou de papel de seda oleado. No Japão, os materiais de eleição eram a casca de tartaruga ou o corno de um animal. Escolha tramada!

1500: Gabrielle Fallopius (físico italiano) escreve sobre os horrores da sífilis, doença sexualmente transmissível que era frequentemente fatal. Recomenda o uso de uma manga peniana, de linho embebido em químicos e posteriormente seco. Esta manga/preservativo evitava o contágio. Fallopius conduziu uma experiência com 1100 participantes, para determinar a eficácia do método. Nenhum deles contraiu a doença.  Preservativos na defesa!

1605: Leonardus Lessius (um teólogo católico) atesta em De iustitia et iure que os preservativos são imorais. Já agora, como é possível, hoje em dia, existirem pessoas com este tipo de argumento?

1600: Preservativos feitos de intestinos de animais ficam disponíveis para venda ao público. No entanto, pelo seu preço alto, são reutilizados com frequência. Algo que, actualmente, é impensável.

1666: Quando a taxa de natalidade baixa, a Comissão Britânica de Nascimentos atribui o facto ao uso de preservativos – e é aqui que, pela primeira vez, a palavra inglesa “condoms” é usada.

1700: Daniel Turner, um político, chegou a afirmar a sua crença de que os preservativos encorajavam os homens a terem sexo com múltiplas parceiras. Facto é que, por esta época, muitos médicos desaconselhavam o  uso do preservativo numa defesa moral. Ainda assim, o mercado dos preservativos continuou em expansão. Ficaram disponíveis em mais locais, como bares e mercados. Eram feitos, na sua maioria, de tripas tratadas com sulfuridas, ou em linho embebido em químicos.

1800 (início): Cada vez mais pessoas publicitam o planeamento familiar e o controle da taxa de nascimentos. Entre as opções, o preservativo é o mais enumerado (apesar de, naquele tempo, não ser um método tão seguro como agora).

1839: Charles Goodyear, o inventor, cria os preservativos de borracha. A sua ideia é copiada, em seguida, por outras companhias.

1889: Lembram-se da série sobre marketers dos anos 20/30? O Don Drapers desta época teria um desgosto: a Irlanda torna ilegal a publicidade aos preservativos, apesar dos mesmo se continuarem a fabricar e a vender.

1800 (final): As pessoas começam a usar o termo “borrachinhas” (rubber) quando querem falar em preservativos. Alguém imaginou que o termo vinha de há tanto tempo?

1912: Julius Fromm, um químico alemão, criou uma nova forma de fabricar preservativos: mergulhava moldes de vidro numa solução de borracha, para lhe permitir ganhar alguma textura. A sua linha de preservativos – Fromm’s Act – é muito popular na Alemanha, ainda hoje.

1918: Um juíz determina que os preservativos podem ser anunciados e vendidos como forma de prevenção da disseminação de doenças. Ufa!

1920: As empresas de preservativos apressam-se a anunciar as suas produções, tornando as embalagens mais interessantes e os nomes mais misteriosos. A venda de preservativos duplica pelo mundo em apenas uma década.

1927-31: Os preservativos são distribuídos com frequência aos militares norte-americanos. Rapidamente se tornam um artigo comum na vida militar.

1950 e 1960: Não há borrachinhas? Então não festa! Em inglês usavam-se as expressões “No Glove, No Love” ou “No balloons? No party!” e foi levada à risca por 42% da população norte-americana, que neles confiava para controlo de natalidade e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

1957: Foi a época do “Quente e Húmido Verão Americano,” quando a Durex apresenta o primeiro preservativo com lubrificação.

1980: Na pior fase da epidemia da SIDA, o preservativo é publicitado como uma das formas de prevenir a transmissão do HIV.

1997: A Durex cria o primeiro website para venda de preservativos. Nasce a era digital?

2013: Temos a possibilidade de comprar preservativos de todas as cores, sabores, texturas e materiais! O artigo perfeito para a vida sexual de praticamente todos os adultos.

+ Como medir o pénis – passo a passo

2017: O preservativo ganha uma nova estrutura e tamanhos diversificados. Cabe a toda a gente e é cada vez mais seguro, desde que utilizado correctamente.

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