Dentro da temática do poliamor, o léxico não estria completo se não falássemos de outros tipo s de relacionamento e da sua comparação com o Poliamor. Vamos lá!

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Monogamia – Duas pessoas vivem uma relação exclusiva e não existe possibilidade de parceiros sexuais ou afectivos fora do relacionamento
Não monogamia – Possibilidade de estabelecer mais de uma relação amorosa ou sexual ao mesmo tempo com a concordância de todos os envolvidos.
A traição é a não monogamia numa relação monogâmica.

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“Poliamor – quando o amor chega e sobra”

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Poliamor – Ter relacionamentos emocionais com duas ou mais pessoas simultaneamente com o consentimento de todas. Forte apelo à igualdade e regras entre o envolvidos.

Relação aberta – Membros de um casal permitem a existência de relações com outras pessoas, geralmente só relações sexuais não afectivas e longe da presença do outro membro. Em contrapartida, os poliamoristas são a favor da liberdade amorosa, além da sexual. Cada parceiro poliamoroso pode nutrir quantos namoros e/ou casamentos quiser – independentes ou conjuntos.

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Relação livre – Prega o fim de qualquer cláusula limitadora entre os envolvidos. A pessoas é livre para se relacionar afectivamente ou sexualmente com quem quiser, sem acordos ou regras.

Surgiu como uma forma de embate à legislação das uniões amorosas. Os seguidores acreditam que a Igreja e o Estado não têm o direito de definir o que deve ou não ser considerado um relacionamento amoroso. Eles são contra o casamento, pois o vêem como forma de controle e submissão. O Amor Livre defende e pratica todo tipo de relação amorosa – inclusive a monogâmica – não atrelada a quaisquer registros formais. Ou seja, pessoas que se relacionam sem intitular-se “namorados” ou “casados”.

Dentre todos os estilos, o relacionamento livre é o que mais se aproxima do relacionamento poli, já que ambos dão grande flexibilidade afetiva e sexual à formatação das relações. No entanto, o poliamor não se preocupa tanto com o distanciamento de rótulos, que é uma característica fundamental do amor livre. Portanto, são movimentos distintos.

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Swing – Refere-se à troca sexual de parceiros entre dois casais. Os praticantes geralmente procuram livrar-se da monotonia que às vezes atormenta casais de longa data. O swing é quando dois casais se encontram ocasionalmente para trocar de parceiros em busca de diversificar o sexo, não havendo trocas romântico-afetivas. Diferente do relacionamento aberto, a prática do swing nunca acontece separadamente e exige concordância prévia entre os parceiros. Ou seja, os amantes não podem se encontrar a sós com mais alguém. Quando isso acontece, considera-se traição e, conseqüentemente, gera discórdia entre o casal. Por conta disso, os swingers são considerados monogâmicos.

No poliamor, os parceiros não buscam por casais. Cada um pode ter quantas relações afetivas quiser independente do outro. Além disso, aqui sexo não é objetivo como acontece entre swingers, mas sim consequência.

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Poligamia – Teve início com a desproporção numérica entre homens e mulheres ocasionada pelas guerras, o que favoreceu o patriarcado. Décadas mais tarde, tornou-se popular a associação entre o conceito de poligamia e poliginia, no entanto, a poligamia também pode ocorrer entre mulheres, recebendo o nome de poliandria. A poligamia é uma forma de casamento comumente associada à religião muçulmana e reconhecida pela legislação de mais de 50 países, onde a população segue os ensinamentos do Corão – livro sagrado dos muçulmanos – que permite ao homem ter até 4 esposas, com a condição de que dê atenção igual a cada uma delas.

Tanto a poliginia, quanto a poliandria remetem a uma prática unilateral, em que apenas um dos sexos tem o direito de nutrir mais de um parceiro. Já o poliamor, além de não ter associações religiosas, é sempre bilateral porque defende o direito à liberdade de ambos. Ou seja, todos os parceiros podem amar e se relacionar com mais de uma pessoa. Ocasionalmente, um homem ou uma mulher pode ter mais de uma relação, enquanto o outro tem apenas a ele ou ela. No entanto, se é conservada a liberdade mútua para seguir novas escolhas, a prática não deixa de se caracterizar como poliamor.

Além de tudo, o significado de poligamia está muito mais atrelado ao ato do casamento do que à afectividade entre seus participantes. Casar com várias mulheres ou vários homens não significa necessariamente nutrir sentimentos por todos eles. Afinal, casamento nunca foi sinônimo de amor. A poligamia pode acontecer, também, como mera fidelidade a determinados padrões culturais religiosos; mera formalidade. Por outro lado, o poliamor é motivado apenas pela afetividade múltipa e tem formato fluido, portanto é uma pratica livre de padrões e incentivos religiosos.

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“Curte” – Começou nos anos 80 entre os adolescentes, e consiste em trocas de caricias que vão dos beijos e abraços até alguma coisa mais, geralmente sem chegar ao ato sexual. O ‘curtir’ dispensa qualquer tipo de conhecimento prévio e qualquer tipo de continuidade. É uma forma de relacionamento afetivo sem compromisso, no qual não há pressuposto de fidelidade/exclusividade.

O poliamor, assim como numa “curte”, não exige exclusividade. Porém, há uma diferença notória entre os dois: enquanto “pessoas que curtem entre si” não sentem amor ou qualquer senso de compromisso um pelo outro, poliamores desenvolvem-se emocionalmente da mesma forma que um namoro comum fechado – só que aberto. Tanto o poliamor quanto o mono crescem por meio de uma ligação sentimental profunda. Amor, compromisso, responsabilidade e sinceridade são algumas das características essenciais entre policasais e dispensáveis entre “pessoas que curtem”.

Outra grande diferença entre poliamar e “pessoas que curtem” é que este último deixa o parceiro livre por não o amar, e o poliamorista dá liberdade a seus amantes justamente por amá-los.

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