Um ano depois da abertura da nossa loja física, a Vibrolandia foi assunto para nova entrevista na maior revista da indústria de entretenimento adulto: a EAN.

Deixamos aqui a tradução da mesma:

Há cerca de um ano abriu a sua loja de rua Vibrolandia. Foi a decisão certa?
Sim, foi. O site está activo há vários anos, e ter uma loja física com o mesmo nome ajuda a consolidar a marca. Do lado do consumidor, fazemos entregas no mesmo dia, caso tenham um pedido que não esteja disponível na loja, mas que esteja em stock no site.

Como reagiram os consumidores ao conceito de visão positiva sobre o sexo, que a vossa loja pratica?
A reação foi muito boa, notamos que alguns clientes que não compravam em lojas de rua começaram a ser regulares. Parte deles, onde eram apenas clientes on-line, tinham receio de serem vistos a entrar numa sex shop. Ter o nosso próprio espaço de estacionamento também ajuda, para que possam dispender o tempo necessário na loja, procurando o produto certo e colocando as suas questões.

O que atrai clientes para a Vibrolandia? Os produtos? O serviço e o conselho? A experiência especial de compras?
O principal foco da Vibrolandia é o cliente, e eles sentem isso durante a sua experiência de compra. Então diria que são o serviço e conselhos sobre os produtos. Também estamos muito preocupados com o nosso serviço pós-venda, o que faz com que os clientes que se estream voltem com frequência.

Como foi o clima do consumidor em Portugal em 2018?

Melhorou, acompanhando também a evolução da economia internacional. O atual governo nacional também proporcionou alguma estabilidade, o que aumenta a confiança do consumidor.

E a aceitação da sociedade portuguesa em relação aos sextoys? Essa aceitação está crescendo e impulsionando a procura?

As vendas cresceram, mas a confissão de que acabamos de comprar um novo sextoy continua baixa. Percebemos nas nossas redes sociais que as pessoas não interagem com as postagens, mas acabam por fazer compras.

Quais os produtos que tiveram maior sucesso na Vibrolandia em 2018? E quais tendências você poderia identificar em 2018?

As vendas de sextoys para jogos anais e acessórios tiveram um destaque notável no ano passado, assim como os brinquedos teledildonicos (que funcionam à distância com ligação bluetooth). As modelos nacionais de webcams ajudaram a promover esses sextoys de alta tecnologia.

E quando os clientes tomam as suas decisões de compra, em que se baseam? No preço? A função? Na marca? O material?
O preço ainda é o principal fator de compra, não apenas na indústria de adultos, mas também em quase tudo no nosso país.

Poderia identificar diferentes preferências de clientes na loja online e na loja física?
Não há grandes diferenças que eu possa apontar.

A vossa empresa está ativa no comércio tradicional e também no e-commerce. Há sempre muita discussão sobre se esses dois canais de distribuição se cruzam ou se canibalizam mutuamente. Qual é a vossa opinião?
Os canais fazem fertilização cruzada. Nossa aposta é integrar a nossa loja física e o comércio eletrónico num mundo omnichannel.
Os mossos clientes podem fazer compras da mesma forma na loja, no site e no telemóvel. Independentemente da localização e da hora. O pedido pode ser entregue diretamente no endereço postal (em qualquer parte do mundo), levantado na loja ou num ponto de recolha em Portugal (e também em Espanha).
Queremos criar uma experiência uniforme para os nossos clientes, optimizar o stock de produtos nos canais de vendas, garantindo que os níveis ideais estejam em cada local e que os canais sejam mantidos atualizados com as informações sobre o mesmo.

O comércio eletrónico está a crescer, mas em alguns países alguns dos grandes fornecedores dominam o mercado. Palavra-chave: Amazon. Como está a situação em Portugal?
Como empresa, não queremos estar fora da tendência global de marketplaces, nem esse pensamento é uma ameaça relevante em nosso país.
A Amazon não está estabelecida em Portugal, mas os seus sites enviam para Portugal. Se pudermos comprar lá, também podemos vender lá. Então a Vibrolandia também é um vendedor da Amazon.

Quais são os planos para as atividades deste ano? Será a abertura de mais uma loja?

Este ano estamos concentrados no nosso e-commerce internacional. Temos um novo escritório em Madrid e o Vibrolandia.es começa a ser reconhecido como uma sex shop de referência.

Receia que a economia do seu país volte a ter problemas quando, como muitos prevêem, a economia global está em declínio?
Tomamos as nossas precauções, tal como tenho feito nos últimos 15 anos, desde que criei esta empresa. O colapso da economia nacional ou internacional é algo que está fora do meu controle. Então, tenho que pensar no futuro e ter um Plano B ou um Plano C. Está na nossa linha de sangue português sermos ousadoa, mas cautelosos.

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